B.2. PT e o Governo Lula: aliança para a traição
6 – No bojo da crise e da política surge o PT e Lula. Desde a década de 80 o PT se firma como um partido dos trabalhadores, surgido das lutas operárias do ABC paulista por melhores condições de vida, trabalho e salário. A contradição dos interesses do operariado com os patrões, especialmente a direção das “multinacionais” (as grandes corporações alemãs, VW e Mercedes Benz e as corporações norte-americanas, FORD e General Motors, aliados a estes a burguesia “nacional” proprietária da indústria de autopeças.), faz entrar em cena forte repressão da Ditadura. Representado as “multinacionais”, a Ditadura militar reprime violentamente o movimento reivindicatório do operariado, intervém no sindicato, prende lideranças, incluindo aí o próprio Lula. Neste embate e já em uma fase onde a ditadura não tinha mais resposta para graves problemas econômica sentidos pela população, a luta pela democracia ganha força, mobilizando milhões na luta pelas Diretas Já. Tancredo Neves é eleito presidente de forma indireta pelo Congresso. Com a morte de Tancredo assume a presidência em 1985 o oligarca e tradicional aliado da Ditadura Militar, José Sarney. Vencida a repressão direta da burguesia tendo como representante a Ditadura Militar, inicia o período clássico da democracia burguesa, onde em 1990 assume a presidência Fernando Collor de Melo eleito através de eleições diretas.
7 – A eleição de Lula em 2002 marca o sonho da esquerda revolucionária que enfrentou em armas a ditadura militar, a postura do operariado do ABC que se mobilizou por melhores condições de vida, salário e direitos trabalhistas, o anseio do movimento estudantil que liderou várias mobilizações por democracia e melhores condições do ensino no país, a postura firme de amplos setores da Igreja católica que se mobilizaram contra as injustiças sociais e por democracia e tantos outros setores da sociedade, camadas médias, mesmo setores da burguesia, que aspiravam a democracia diante da crise e da barbárie da ditadura militar.
8 -Para ser eleito em 2002, a direção nacional do PT e Lula selaram compromissos com a burguesia, incluído aí oligarcas como Sarney no Maranhão. A carta ao “ povo brasileiro” já manifestava estes compromissos e a política adotada ao assumir o governo comprovou o sentido do governo Lula. Dar continuidade ao projeto FHC, mantendo os compromissos com o capital financeiro, o agronegócio, a oligarquia e o conjunto da burguesia nacional.
9 – O governo Lula manteve as altas taxas de juros, deu continuidade aos planos de privatização de FHC, promoveu a reforma da previdência aumentando o prazo para os trabalhadores se aposentarem, definiu o plano de sucateamento do ensino público e salvação das escolas privadas como o Prouni. Seu governou se enveredou pelos rumos da corrupção como no caso “mensalão”. Sua política econômica atende plenamente aos interesses da burguesia. Como contrapartida, expandiu o Bolsa Família, amenizando a reação à sua política de aliança com o grande capital. Atrelou entidades antes combativas, como a CUT e a UNE, reduzindo-as a correia de transmissão de sua política de conciliação com a burguesia.
(texto extraído da tese 1 ao II congresso Estadual do PSOL/MA em www.psolma.gov.br)
6 – No bojo da crise e da política surge o PT e Lula. Desde a década de 80 o PT se firma como um partido dos trabalhadores, surgido das lutas operárias do ABC paulista por melhores condições de vida, trabalho e salário. A contradição dos interesses do operariado com os patrões, especialmente a direção das “multinacionais” (as grandes corporações alemãs, VW e Mercedes Benz e as corporações norte-americanas, FORD e General Motors, aliados a estes a burguesia “nacional” proprietária da indústria de autopeças.), faz entrar em cena forte repressão da Ditadura. Representado as “multinacionais”, a Ditadura militar reprime violentamente o movimento reivindicatório do operariado, intervém no sindicato, prende lideranças, incluindo aí o próprio Lula. Neste embate e já em uma fase onde a ditadura não tinha mais resposta para graves problemas econômica sentidos pela população, a luta pela democracia ganha força, mobilizando milhões na luta pelas Diretas Já. Tancredo Neves é eleito presidente de forma indireta pelo Congresso. Com a morte de Tancredo assume a presidência em 1985 o oligarca e tradicional aliado da Ditadura Militar, José Sarney. Vencida a repressão direta da burguesia tendo como representante a Ditadura Militar, inicia o período clássico da democracia burguesa, onde em 1990 assume a presidência Fernando Collor de Melo eleito através de eleições diretas.
7 – A eleição de Lula em 2002 marca o sonho da esquerda revolucionária que enfrentou em armas a ditadura militar, a postura do operariado do ABC que se mobilizou por melhores condições de vida, salário e direitos trabalhistas, o anseio do movimento estudantil que liderou várias mobilizações por democracia e melhores condições do ensino no país, a postura firme de amplos setores da Igreja católica que se mobilizaram contra as injustiças sociais e por democracia e tantos outros setores da sociedade, camadas médias, mesmo setores da burguesia, que aspiravam a democracia diante da crise e da barbárie da ditadura militar.
8 -Para ser eleito em 2002, a direção nacional do PT e Lula selaram compromissos com a burguesia, incluído aí oligarcas como Sarney no Maranhão. A carta ao “ povo brasileiro” já manifestava estes compromissos e a política adotada ao assumir o governo comprovou o sentido do governo Lula. Dar continuidade ao projeto FHC, mantendo os compromissos com o capital financeiro, o agronegócio, a oligarquia e o conjunto da burguesia nacional.
9 – O governo Lula manteve as altas taxas de juros, deu continuidade aos planos de privatização de FHC, promoveu a reforma da previdência aumentando o prazo para os trabalhadores se aposentarem, definiu o plano de sucateamento do ensino público e salvação das escolas privadas como o Prouni. Seu governou se enveredou pelos rumos da corrupção como no caso “mensalão”. Sua política econômica atende plenamente aos interesses da burguesia. Como contrapartida, expandiu o Bolsa Família, amenizando a reação à sua política de aliança com o grande capital. Atrelou entidades antes combativas, como a CUT e a UNE, reduzindo-as a correia de transmissão de sua política de conciliação com a burguesia.
(texto extraído da tese 1 ao II congresso Estadual do PSOL/MA em www.psolma.gov.br)

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