terça-feira, 23 de dezembro de 2008


O LADO MAIS SINISTRO DA CRISE DO CAPITALISMO


O ano de 2008 ficou marcado pelo surgimento de uma crise econômica mundial sem precedentes – típica do sistema capitalista – para ser enfrentada nos anos seguintes. Mais do que uma previsão ou “vidência” que muitos economistas a serviço do mercado de capital tentam passar à Karl Max, não sabem eles que crises são inerentes ao sistema dependente de especulações. Mais do que coincidência após oitenta anos da crise de 1929 também advindas do berço do capitalismo, os Estados Unidos, a crise econômica mundial de 2009 será um novo marco da ordem econômica.
Os economistas capitalistas torcem a cada instante que ocorra a mutação necessária do capitalismo, mas eles próprios não saberiam indicar qual é o resultado dessa nova mutação, isso é o que os deixa atônitos e sem alternativas a não especular o que poderá acontecer amanhã.
Mais uma vez vemos o estado tendo o papel de aplicar remédios paliativos para contornar os efeitos da crise, através do socorro a bancos, grandes empresas através de liberação de recursos ou de concordatas agendadas para reduzir seu impacto numa economia já tão frágil.
Não é meramente uma falta de recursos (dinheiro) para investimentos que está acontecendo no momento como querem passar os governos desses paises, mas sim uma superprodução de bens e uma falsa riqueza através de especulações. A escassez de dinheiro nas mãos dos trabalhadores, fruto de grandes quedas na renda real desses trabalhadores e a concentração nas mãos dos grandes detentores do capital que possibilita a geração da mais-valia produzida pelos trabalhadores.
No Brasil essa crise que para muitos ainda está como uma “marola” não sabe – como é de praxe não saber – que há muito tempo se produz menos alimentos em detrimento à produção de etanol, soja, eucalipto, com isso a escassez elevou o preços de produtos como arroz e feijão. Multinacionais que empregam muitos trabalhadores num futuro próximo farão remessas de capitais para suas matrizes e a redução da produção com a diminuição do consumo a nível mundial trará consigo o desemprego em massa, como já ocorre nos paises da Ásia e para quem não sabe como nossos governantes aqui também já ocorre esse fenômeno.
Essa configuração no Brasil tem um fator complicador, o governo já sinalizou várias vezes que é favorável a eliminação de relações de trabalho, e com elas, a de direitos adquiridos pelos trabalhadores e essa seria a oportunidade que eles esperavam para concretizar os desejos dos grandes empresários – sim eles encontram oportunidades em crises, pena que não há oportunidades aos trabalhadores apenas a única saída! – Alegam que a escassez de emprego é devido à carga elevada na contratação formal, um grande engodo.
Mais uma vez o sistema capitalista mostra à humanidade sua face mais sinistra – concentração da riqueza, exploração desenfreada dos recursos naturais, segregação, barbárie - e sua superação se mostra cada vez mais necessária. O fim desse modo de produção para o socialista precisa ser esclarecido de modo não terrorista como fazem muitos governos e suas mídias, pondo em estado de hipnose os trabalhadores para que possam obedecer aos seus comandos.

sábado, 13 de dezembro de 2008

A DEMOCRACIA DO CAPITAL

Em Imperatriz virou tradição a “alternância” de poder na cadeira do Executivo Municipal no que diz respeito aos partidos políticos e seus representantes, o que não mudou é a percepção dos eleitores que apostam em candidatos que se apresentam como “novo”, “libertador”, “alternativos”, mas na verdade só representam o continuísmo de um modo político baseado no apoio econômico do empresariado para que defendam seus interesses.
O pleito eleitoral disputado em 2008 mais uma vez prevaleceu a disputa do capital financeiro entre os candidatos, o volume de arregimentação durante a campanha: nas carreatas e passeatas era proporcional aos recursos financeiros advindos de Fundo Partidário, doações em dinheiro ou estimados de Pessoas Físicas e Jurídicas. Para os eleitores as propostas eram secundário no processo o que definia o voto em alguns candidatos era o tamanho da passeata e carreatas, ou ainda, quantos percentuais estavam na frente nas pesquisas.
O processo “democrático” que tanto se orgulha a Justiça Eleitoral, só porque qualquer um “pode” participar - realmente qualquer um! desde que tenha recursos ou a máquina nas mãos e bons advogados que os mantenham na disputa com recursos contra processos na própria justiça eleitoral, civil e criminal - mas omitem a informação que só quem pode ganhar são aqueles detêm grandes recursos, muita das vezes de fonte ilícita.
O volume de recursos empregados na disputa para se chegar à cadeira do Executivo ou Legislativo Municipal demonstra verdadeiramente o que ganha uma eleição nesse modelo democrático – entre outros como: uso da máquina pública, coação do funcionalismo, compra de voto etc.
O prefeito eleito de Imperatriz Sebastião Madeira/PSDB chegou em primeiro lugar não só nos votos 59.087, mais também nos recursos financeiros empregados que somaram R$2.363.277,30 obtendo o custo de R$40,00 para cada voto recebido. O segundo colocado Ildon Marques/PMDB com 38.441 votos investiu R$ 920.275,50 custando a ele R$23,94 cada voto. João Batista/PP em terceiro com 10.183 votos gastou R$ 91.860,00 ficando cada voto no valor de R$9,02. Em quarto lugar com 7.886 votos Jomar Fernandes/PT gastou R$30.000,00 custando cada voto o valor de R$3,80. Em quinto lugar com 500 votos Justino Filho/PTN que declarou gastos de R$0,00 e Wilson Leite/50 que mesmo cassado a dez dias da eleição obteve 161 votos gastou R$700,00 onde cada voto custou R$4,35 (fonte: http://www.tse.gov.br/).
Claro que é o valor declarado à justiça eleitoral, mas pra quem viu o volume de campanha com carros de som, quantidade de carreatas, cabos eleitorais, material de campanha etc. Será que os valores batem com a realidade?
Não pára por ai, vejamos a tabela abaixo, que trás o custo de cada voto recebido pelos vereadores eleitos:

A renovação na Câmara Municipal foi de 69% e não foi maior devido o volume de recursos como mostra o quadro dos vereadores “vitalícios” para se manter em uma das cadeiras e dos novatos o ramo empresarial e “jornalístico assistencialista” se mostrou eficaz, mas o que parece exceção não é.

Vamos aguardar o que acontece com essa “nova” configuração política nos próximos quatro anos, ou melhor, não precisamos esperar tudo isso se há algum resquício da democracia propagada o povo pode também requerer a cassação de qualquer um eleito, caso não cumpra suas promessas.