sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

MUDAM-SE OS GESTORES, MAS NÃO MUDA A FORMA DE ADMINISTRAR.
Durante a campanha eleitoral de 2008 o representante do PSOL foi o único, entre os demais candidatos, a apresentar uma alternativa diferenciada que rompesse esse ciclo vicioso.
Os últimos gestores que passaram por Imperatriz adotaram o projeto neoliberal e privativista dos espaços e serviços públicos. Basta observarmos os endereços onde funcionam as secretarias, departamentos e outros órgãos como gabinete do prefeito, central de ambulâncias, casa do idoso, biblioteca pública, postos de saúde, escolas, Aliás das 104 escolas na zona urbana do município 58 são conveniadas, alugadas - informação confirmada pelo atual secretario de Educação - prof. Zeziel Ribeiro - durante entrevista a TV Band Imperatriz em 15 de janeiro de 2009.
Enquanto o poder público garante a ocupação desses prédios privados, vários outros prédios verdadeiramente públicos se encontram abandonados e depredados, como o prédio da secretaria municipal de educação, a antiga biblioteca pública municipal, o complexo Barjonas lobão, etc.
Findando o primeiro mês da "nova" gestão - MADEIRA - que tinha como slogan "muda Imperatriz", o que se vê é a continuidade da forma privativista de administrar, mantendo o funcionamento da estrutura da prefeitura em prédios privados, beneficiando exclusivamente os proprietários desses imóveis.
Durante os debates, o candidato Wilson Leite apresentou o valor dos gastos da administração de Ildon Marques em 2007 com reformas que chegou a 98 milhões de reais contra 78 mil em construção e reformas de patrimônio público. No elemento de despesa 3.3.90.39.00.00 – Outros Serviços de Terceiros – Pessoa Jurídica, onde são contabilizadas as despesas de aluguéis e locação, a prefeitura gastou R$51.093.781,00, que corresponde a 27,80% de toda receita estimada no Orçamento de 2007, que foi de R$183.886.069,91(*). Só o aluguel onde funciona o gabinete do prefeito e alguns departamentos - com espaço de 600 m2 - custa aos cofres públicos 30 mil reais mensais. E há ainda muitos outros prédios dos quais não se sabem o valor.
Em imperatriz figura-se uma rede de hospitais que mantém convênios com a prefeitura para aluguel de suas instalações ou equipamento para atender a população. Esse sistema permanece e tem como proprietários políticos e empresários da saúde. O poder público até então não tomou nenhuma medida para reduzir ou acabar com essas práticas e a grande maioria desses empresários apóiam, financiam ou são beneficiados através da manutenção desses contratos. De outro lado, faz uma maquiagem tentando abrir concurso público com salários incompatíveis com a função de médico para legitimar a contratação de cooperativas de médicos com valores absurdos e sem a referida qualidade, mantendo assim o esquema de cartelização da saúde.
Para muitos um mês é muito tempo para esperar as ações que possam amenizar a situação de caos urbano e nos serviços públicos, mas para poucos – os da administração – um mês é pouco para tomar medidas que possam solucionar as demandas de infraestrutura que é a mais visível na cidade. Estamos no período de chuvas, pena pra esses gestores, pois apesar de estarmos no período de chuvas elas não estão existindo ou quando chegam são passageiras mas fazem grandes estragos pelas ruas sem sistemas de drenagem, sem esgotos, com córregos assoreados. Não esquecemos do trabalho realizado até agora em alguns córregos que cortam o centro da cidade mais os moradores dos bairros periféricos ainda esperam pela ação desses serviços.
Muitas promessas foram divulgadas tendo como fonte de recursos possíveis convênios com o Estado ou com a União – contam com o dinheiro no bolso dos outros – uma mentira tão descabida quanto os que já passaram por aqui: construção do novo campus da UFMA, que teve a pedra fundamental colocada por LULA em 2002 (acho que estão esperando que ela “brote” e cresça um prédio!) Asfaltamento da estrada do arroz que já foi assinado a “Ordem de Serviço” e sobrevoada pelo governador num helicóptero em 2008.
Mas se a crise passar de “marolinha” para “tufão”?
Se a “galinha dos ovos de ouro” – Jackson - abatida, cair?
De onde virão os recursos para o cumprimento das promessas. Será que do pedágio da ponte da “amizade” quando for inaugurada em 2010? Questionamentos que só terão respostas verdadeiras quando se concretizarem.
(*) Sistema de Coletas de Dados Contábeis de Estados e Municípios-SISTN
Wilson Leite
Presidente do Psol de Imperatriz

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