terça-feira, 28 de abril de 2009

PSOL DE IMPERATRIZ EM MAIS UM FIM DE SEMANA DE DISCUSSÕES.
Em visita aos militantes de Imperatriz e região tocantinas nos dias 01, 02, 03 e 04 de maio o Membro do Diretório Nacional do Psol e ex-deputado Federal Babá terá uma longa agenda de discussões com a militancia, entre elas II Congresso Nacional do Psol, Eleições 2010, Crise do Capitalismo etc.
O Diretório Municipal realiza III Encontro Municipal do Psol de Imperatriz a se realizar no próximo domingo dia 03 de maio, a partir das 09h00 da manhão na sala do Diretório Muncipal do PSOL, que contará com a paticipação de Babá e outros representantes da região.
A agenda de Babá se encerrará com uma palestra aos estudantes do UEMA/CESI na segunda dia 04 às 19h00 no auditório Josias Moarais.

sábado, 14 de março de 2009

JACKSON E A CASSAÇÃO
A cena política maranhense continua dominada pelos mesmos grupos de sempre: pelas velhas e novas oligarquias . A eleição para o governo, em 2006, assistiu à repetição de roteiro conhecido: de um lado, a antiga oligarquia lutando com unhas e dentes – ao que se deve acrescentar muito dinheiro, compra de votos, abusos de toda sorte- e do outro o grupo dissidente (aliado de ontem na eleição para a prefeitura de São Luís, por exemplo) querendo se passar por “novidade”, por reformadores, por transformadores da vida política maranhense , ambos empenhados tão somente em obter o controle do aparelho do Estado - em especial do cofre do Estado – em benefício próprio. De um lado, o grupo Sarney; do outro, o grupo Jackson Lago.
Se os cofres estaduais foram usados sem limites ou pudores por Jackson e o ‘tesoureiro“ José Reinaldo (governador eleito pelo grupo Sarney exatamente contra Jackson Lago), Roseana Sarney não fez por menos: usou e abusou do dinheiro amealhado sabe-se lá como, traficou influência, mentiu, prometeu em vão, ajudou, enfim, a corromper o processo eleitoral a um grau máximo. Foi a eleição da fraude. Da fraude contra a vontade popular. Ambos os grupos, na verdade, cassaram a vontade popular. Os verdadeiros cassados em tudo isso foram os maranhenses . Processo vicioso, aproveitaram-se, os velhos e os novos oligarcas, como sempre fazem, da pobreza e até mesmo da miséria, para, mais uma vez, violentar a soberania dos nossos conterrâneos. São inúmeros os casos, muitos deles documentados, das mais escancaradas violações não só da legislação específica eleitoral quanto dos mais elementares princípios de decência. Por ambos os lados. Se Jackson já foi expurgado da chefia do executivo estadual pela mais alta corte eleitoral do País, não merece Roseana tratamento diferente. Deverá ser impedida de assumir, em nome da decência. Fraudadora também, não pode beneficiar-se das ilegalidades cometidas, sob pena de o Maranhão vir a ser governado sem sombra de legitimidade.
Já em 2005 dizíamos que a disputa entre José Sarney com Roseana Murad, de um lado, contra José Reinaldo com Jackson, de outro, apenas repetia uma história de mais de seis décadas: a conhecida história das lutas intra-oligárquicas locais. O tempo só nos fez dar razão. Pilhado no Palácio dos Leões, Jackson reproduz, tintim por tintim, o receituário da política oligárquica e patrimonialista: cooptação dos indecisos, nepotismo deslavado, perseguição política e até mesmo funcional, violência policial, compadrio, troca de favores, fatiamento da administração pública, transformada em coisa privada, portanto, em patrimônio pessoal de alguns ao talante do governador. Até ao verniz de um trabalhismo caduco renuncia o governo do PDT. Está aí a greve dos professores estaduais, de todos os níveis, que durou mais de 100 dias, para confirmar nossas palavras. Que pediam os professores? Nada, absolutamente nada. Ou melhor: pediam para que o governo estadual não piorasse a situação da categoria, que respeitasse suas poucas conquistas que se pretendia subtrair ardilosamente com a política do subsídio. Tratados a ferro e fogo, foi necessário que o Supremo Tribunal Federal barrasse esse verdadeiro assalto aos mestres maranhenses. Estão aí os policiais, repetidamente enganados e ludibriados, tratados, eles sim, como bandidos. Este governo (como todos os governos oligarcas) destila ódio ao trabalhador, seja público seja privado, exatamente porque não representa os interesses dos que vivem do trabalho, mas do que se nutrem do sangue e do suor da maioria da população.
Maranhenses: da má árvore não pode sair o bom fruto. Da corrupção generalizada, praticada pelas diversas frações das oligarquias locais, só pode sair um governo ilegal e, mais importante, ilegítimo. Não podemos reconhecer nem em Jackson nem em Roseana a autoridade moral absolutamente indispensável para o exercício do poder no Estado. Jackson, José Reinaldo e seus apaniguados deveriam, para que a justiça fosse efetivamente feita, estar atrás das grades em vista dos crimes praticados e reconhecidos pelo TSE. E ainda não vai tão distante o caso Lunus, a que se juntam, dentre outros incidentes, as “movimentações financeiras atípicas” ocorridas às vésperas das eleições de 2006, no dizer da Polícia Federal, para que não mereça a Senadora Roseana outro tratamento que não aquele reservado, pelo Código Penal, a tais crimes.
Por tudo isso, não nos resta outro caminho se queremos, de fato, saber a vontade popular: a realização de novas eleições para governador, livre dos vícios que todos conhecemos. Nova eleição não só com todos os cuidados de segurança que a situação exige e a experiência reclama, como também com a presença de observadores externos e isentos, do País e de fora do País. São muitas as manhas dos poderosos. Mesmo acreditando que a Justiça Eleitoral pode cumprir e cumprir bem o seu papel, talvez por falta de meios as fraudes ocorreram impunemente sob suas vistas e do Ministério Público Eleitoral . A presença de observadores externos por certo inibirá a repetição do festival de ilegalidades que manchou indelevelmente o pleito de 2006.
NOVAS ELEIÇÕES JÁ
JACKSON, ROSEANA, NUNCA MAIS!
Partido Socialimo e Liberdade, Maranhão.

sábado, 7 de março de 2009


Uma homenagem a todas as mulheres lutadoras que buscam seus espaços nos locais de trabalho, nos movimentos sociais, na política e a todas as militantes que nos ajudam a construir o Partido Socialismo e Liberdade.


Wilson Leite
Presidente do Psol de Imperatriz

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

LEI DE RESPONSABILIDADE FISCAL, A LEI DA IRRESPONSABILIDADE SOCIAL

Editada em 2000 pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso a Lei de Responsabilidade Fiscal, seguindo os modelos de órgãos de outros países como: FMI - FISCAL TRANSPARENCY, CEE - TRATADO DE MAASTTRICHT, BUDGET ENFORCEMENT ACT - EUA, FISCAL RESPONSIBILITY - NOVA ZELÂNDIA. Tinha como objetivo propagado o de moralizar, sanear e planejar as finanças e limitar o endividamento dos entes. “Estados que em 1997 gastavam mais do que 75% das suas receitas correntes líquidas com a folha de pagamentos, certamente não dispunham de recursos suficientes para aplicarem nas áreas sociais. Isto no que se refere a investimentos de capital, já que boa parte dos gastos sociais refere-se a despesas com profissionais técnicos especializados (mão-de-obra).”(1)
(...) o equilíbrio das chamadas “contas primárias”, traduzida no Resultado Primário equilibrado. Significa, em outras palavras, que o equilíbrio a ser buscado é o equilíbrio auto-sustentável, ou seja, aquele que prescinde de operações de crédito e, portanto, sem aumento da dívida pública. Esta é a verdadeira tradução do slogan “gastar apenas o que se arrecada”, como visto anteriormente. (...) sabemos que a dívida pública é o principal problema de ordem macroeconômica enfrentado pelo País nos últimos tempos, em todos os níveis de governo. O controle da dívida pública é o principal motivo que podemos invocar para a elaboração de uma lei como a LRF.
A partir da análise do Capítulo VII da LRF, que trata da dívida e do endividamento público, sabemos que, nos termos da Resolução n° 40 e da Resolução n° 43, aprovadas pelo Senado Federal, foram definidos limites para a dívida pública de todos os entes nacionais. ”(2)
Pois bem, faremos uma análise real do que significa essa responsabilidade fiscal:
Esta “receita” adotada pelo governo brasileiro através de acordos para a garantia do superávit primário (economia de dinheiro para pagamento de dividas externas). Para tanto o primeiro “ingrediente” dessa receita seria o ataque aos cargos e aos salários dos servidores públicos, pensionistas e aposentados através da redução do impacto da folha de pagamento nas contas dos municípios, estados e da união. O segundo são a definição de metas de alcance do superávit primário definidas pelo FMI em comum acordo com o governo brasileiro e as instituições interessadas em receber essas dívidas, por exemplo, os EUA/FMI.
Para o cumprimento das metas e o “controle” da União aos estados e municípios a lei formulou relatórios e procedimentos de fiscalização desses entes: Relatórios Resumidos da Execução Orçamentária - RREO, Relatórios da Gestão Fiscal - RGF e portarias que são editadas anualmente para verificação dessas metas, as mais conhecidas são o limite mínimo de gastos com educação que é de 25% - FUNDEB 60% com pagamento de professores e 40% com funcionários que trabalham direta ou indiretamente com educação, e 15% com a saúde.
Fechando o cerco com fiscalizações através de órgão da União como a Controladoria Geral da União - CGU, Tribunal de Contas da União - TCU, Tribunais de Contas Estaduais - TCE’S, Tribunais de Contas Municipais - TCM’s e mais “recente” o Sistema de Coletas de Dados Contábeis de Estados e Municípios - SISTN. Todas essas ferramentas se mostram ineficazes à frente de governos corruptos que têm a conivência de membros dos próprios órgãos que tem o papel de fiscalizador e moralizador da gestão pública.
Quando vemos presidente, senadores, deputados federais, governadores, deputados estaduais, prefeitos e vereadores e candidatos à cargos com discursos em defesa da Lei de Responsabilidade Fiscal fiquem certos que esse será a justificativa para não aumentar os gastos do Estado em saúde, educação, infra-estrutura, abertura de vagas no serviço público. Contraditório se observarmos que a população e as necessidades aumentam a cada ano, mas a mesma lei não impede que a proporção de secretários, adjuntos, chefes nomeados pelo gestor com altos salários - sem trazer o beneficio e o aumentos da eficiência dos serviços oferecidos pelo município - continua sendo tão descarados, com o objetivo claro de acomodar correligionários e a mais nova modalidade de cooptação usando a máquina pública que é a nomeação de “adversários”.
No ano passado, numa audiência pública para divulgação obrigatória dos relatórios da LRF na câmara municipal o então secretário de Fazenda ao apresentar o Anexo X - Demonstrativo das Receitas e Despesas com Manutenção e Desenvolvimento do Ensino – MDE, empolgado com o índice “alcançado” com educação de 75%, ao ser questionado por mim sobre a omissão do valor da complementação da União ou município - através de um bilhetinho, pois não é permitida a manifestação da população nas audiências pública – que reduziria este índice a 59,35% o secretário e seus assessores desconversaram. Os vereadores encerraram a audiência pública aplaudindo a “salada” de números falsos.
Já presenciei auditoria em municípios por auditores do CGU que ao encontrar inconformidade na documentação de verbas federais, solícita a correção e assim saíram do município com o “dever cumprido”. Câmaras que aprovam prestações de contas “às cegas” mesmo tendo pareceres de desaprovação do TCE em mãos. Processos licitatórios fraudados já são banais junto aos documentos enviados aos TCE’s/TCM’s, Pouco se viu multas ou punições contra gestores serem efetivadas, alias, multa a gestores no exercício da função é na verdade um desvio “forçado” que os prefeitos fazem para poderem concorrer a outros mandatos, pois não pensem que eles tiram do próprio bolso para pagar.
Se é uma lei de responsabilidade fiscal onde está o resultado passados 9 anos de vigência, que só trousse enormes prejuízos à população brasileira e a garantia da sangria dos reais para o pagamentos da dívida impagável que os presidentes brasileiros não ousam auditar?
Mesmo após a criação da lei o que vemos é a diminuição em percentuais sobre o PIB e o aumento progressivo em valores nominais da dívida - em 2000 R$984.902 milhões, 49,6%; 2001 R$1.030.352 milhões, 52,0%; 2002 R$1.112.241 milhões, 57,3%; 2003 R$1.043.323 milhões, 56,6%; 2004 R$1011.896 milhões, 54,9%; 2005 R$990.409 milhões, 51,2% e 2006 R$1.032.902 milhões, 50,9% (Fonte: IPEADATA – com base no Boletim de Finanças Públicas do Banco Central do Brasil).
A dívida pública brasileira esta estimada hoje em R$ 1,333 trilhão um crescimento de 7,8% em 2007. Deste montante, a Dívida Pública Mobiliária Federal interna é de R$ 1,224 trilhão, a dívida externa é R$ 108,9 bilhões. Até agora, o Brasil destinou mais de R$ 851 bilhões somente para o pagamento de juros nominais da dívida pública (interna e externa). É como se cada um dos 186 milhões de brasileiros tivesse gasto, neste período, R$ 4.570 com o pagamento da dívida. O montante, como bem assinalou matéria publicada pelo site Congresso em Foco, equivale a 22 vezes o que o governo previa arrecadar com a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF). Somente de janeiro a novembro de 2007, foram R$ 113,4 bilhões de juros. O valor corresponde a 12 vezes o que foi investido ao longo do ano de 2006 no Bolsa Família, principal programa social do governo federal.
Temos que perguntar onde está a responsabilidade fiscal e os resultados sociais desta lei?

Wilson Leite
Presidente do Psol de Imperatriz

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

TRABALHO ESCRAVO NO MARANHÃO SERÁ TEMA DE REPORTAGEM DO FANTÁSTICO

Neste domingo, dia 01 de março, será exibida no “FANTÁSTICO” matéria produzida no Maranhão sobre trabalho análogo à escravidão. Durante uma semana os jornalistas do programa percorreram áreas rurais e fazendas dos estados do MA e PA colhendo depoimentos e levantando informações sobre essa prática tão comum em nossa região. Toda a reportagem foi acompanhada pelo Advogado Nonato Masson* que atua na área do combate aos latifúndios que usam a impunidade para praticar estas ações.

* Nonato Mason presta assessoria ao Centro de Direitos humanos de Açailândia, advogado no processo do assassinato de Pe. Josimo e em muitas outras ações contra fazendeiros que foram flagrados com trabalhadores em regime de escravidão e Militante do PSOL/MA.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

MUDAM-SE OS GESTORES, MAS NÃO MUDA A FORMA DE ADMINISTRAR.
Durante a campanha eleitoral de 2008 o representante do PSOL foi o único, entre os demais candidatos, a apresentar uma alternativa diferenciada que rompesse esse ciclo vicioso.
Os últimos gestores que passaram por Imperatriz adotaram o projeto neoliberal e privativista dos espaços e serviços públicos. Basta observarmos os endereços onde funcionam as secretarias, departamentos e outros órgãos como gabinete do prefeito, central de ambulâncias, casa do idoso, biblioteca pública, postos de saúde, escolas, Aliás das 104 escolas na zona urbana do município 58 são conveniadas, alugadas - informação confirmada pelo atual secretario de Educação - prof. Zeziel Ribeiro - durante entrevista a TV Band Imperatriz em 15 de janeiro de 2009.
Enquanto o poder público garante a ocupação desses prédios privados, vários outros prédios verdadeiramente públicos se encontram abandonados e depredados, como o prédio da secretaria municipal de educação, a antiga biblioteca pública municipal, o complexo Barjonas lobão, etc.
Findando o primeiro mês da "nova" gestão - MADEIRA - que tinha como slogan "muda Imperatriz", o que se vê é a continuidade da forma privativista de administrar, mantendo o funcionamento da estrutura da prefeitura em prédios privados, beneficiando exclusivamente os proprietários desses imóveis.
Durante os debates, o candidato Wilson Leite apresentou o valor dos gastos da administração de Ildon Marques em 2007 com reformas que chegou a 98 milhões de reais contra 78 mil em construção e reformas de patrimônio público. No elemento de despesa 3.3.90.39.00.00 – Outros Serviços de Terceiros – Pessoa Jurídica, onde são contabilizadas as despesas de aluguéis e locação, a prefeitura gastou R$51.093.781,00, que corresponde a 27,80% de toda receita estimada no Orçamento de 2007, que foi de R$183.886.069,91(*). Só o aluguel onde funciona o gabinete do prefeito e alguns departamentos - com espaço de 600 m2 - custa aos cofres públicos 30 mil reais mensais. E há ainda muitos outros prédios dos quais não se sabem o valor.
Em imperatriz figura-se uma rede de hospitais que mantém convênios com a prefeitura para aluguel de suas instalações ou equipamento para atender a população. Esse sistema permanece e tem como proprietários políticos e empresários da saúde. O poder público até então não tomou nenhuma medida para reduzir ou acabar com essas práticas e a grande maioria desses empresários apóiam, financiam ou são beneficiados através da manutenção desses contratos. De outro lado, faz uma maquiagem tentando abrir concurso público com salários incompatíveis com a função de médico para legitimar a contratação de cooperativas de médicos com valores absurdos e sem a referida qualidade, mantendo assim o esquema de cartelização da saúde.
Para muitos um mês é muito tempo para esperar as ações que possam amenizar a situação de caos urbano e nos serviços públicos, mas para poucos – os da administração – um mês é pouco para tomar medidas que possam solucionar as demandas de infraestrutura que é a mais visível na cidade. Estamos no período de chuvas, pena pra esses gestores, pois apesar de estarmos no período de chuvas elas não estão existindo ou quando chegam são passageiras mas fazem grandes estragos pelas ruas sem sistemas de drenagem, sem esgotos, com córregos assoreados. Não esquecemos do trabalho realizado até agora em alguns córregos que cortam o centro da cidade mais os moradores dos bairros periféricos ainda esperam pela ação desses serviços.
Muitas promessas foram divulgadas tendo como fonte de recursos possíveis convênios com o Estado ou com a União – contam com o dinheiro no bolso dos outros – uma mentira tão descabida quanto os que já passaram por aqui: construção do novo campus da UFMA, que teve a pedra fundamental colocada por LULA em 2002 (acho que estão esperando que ela “brote” e cresça um prédio!) Asfaltamento da estrada do arroz que já foi assinado a “Ordem de Serviço” e sobrevoada pelo governador num helicóptero em 2008.
Mas se a crise passar de “marolinha” para “tufão”?
Se a “galinha dos ovos de ouro” – Jackson - abatida, cair?
De onde virão os recursos para o cumprimento das promessas. Será que do pedágio da ponte da “amizade” quando for inaugurada em 2010? Questionamentos que só terão respostas verdadeiras quando se concretizarem.
(*) Sistema de Coletas de Dados Contábeis de Estados e Municípios-SISTN
Wilson Leite
Presidente do Psol de Imperatriz

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

PARLAMENTARES DO PSOL, MAIS UMA VEZ, À REBOQUE DA DIREITA E DA FALSA POLARIZAÇÃO PT versus PSDB

O dia 2 de fevereiro de 2009 ficará na lembrança dos militantes e filiados do PSOL por mais uma lambança cometida pelos nossos parlamentares e pela direção partidária. A coisa foi tão lamentável que nem mesmo o site do partido na Internet continha qualquer discussão ou resolução acerca do rumo que tomou o processo de escolha das mesas diretoras do Congresso Nacional.
O episódio que envolveu a participação do senador do PSOL/PA, José Nery, nesse processo no Senado da República se transformou numa verdadeira ópera-bufa e desgastou profundamente a já arranhada imagem do partido perante uma parcela significativa dos seus militantes, revolucionários e setores combativos do que ainda resta da esquerda brasileira.
O senador Nery não deveria ter se comprometido com a candidatura Tião Viana para a presidência da Câmara Alta do desqualificado e corrupto parlamento brasileiro. Claro, ninguém cogitava que o senador Nery votasse no oligarca José Sarney, principalmente considerando que o PCdoB e o próprio PT possam ter votado em Sarney, segundo especulações da mídia.
Agora, prometer o seu voto pessoal e utilizá-lo como instrumento para uma suposta e remotíssima vitória da candidatura do PT é simplesmente inaceitável. Como se não bastasse, passamos a assistir via satélite toda a pantomima que envolveu o deslocamento do senador Nery da cidade de Belém para o plenário do Sepulcro caiado. Enquanto o senador Suplicy manobrava para atrasar a sessão de votação a fim de garantir o precioso voto do nosso senador "cabeça do Congresso" – segundo a lista dos 100 mais influentes do DIAP -, se preparava para pegar um jatinho do ex-governador paraense Simão Jatene (PSDB).
Na Câmara, os parlamentares seguiram a mesma posição. Votaram em Aldo Rebelo (PCdoB), ex-presidente da Câmara e fiel escudeiro de LULA nos ataques aos trabalhadores brasileiros, na defesa do grande capital e na divisão do bolo dos mensalões da vida.
Esse novo vexame do PSOL na cena política nacional não pode ficar no vazio. Não podemos esquecer jamais do erro político e estratégico cometido pela deputada e candidata à Prefeitura de Porto Alegre, Luciana Genro, que recebeu 100 mil reais das empresas Gerdau, rasgando o estatuto do partido que diz em seu art. 62, parágrafo único: "Não serão aceitas contribuições e doações financeiras provindas, direta ou indiretamente, de empresas multinacionais, de empreiteiras e de bancos ou instituições financeiras nacionais e/ou estrangeiros, sempre no marco das vedações contempladas pelo art. 31 da Lei 9096/95". Além da previsão estatutária, vale lembrar que a deputada descumpriu um acordo ético-político fruto da Conferência Eleitoral do PSOL, que determinava a "Estimular, para as campanhas, as doações cidadãs de pessoas físicas, examinando criteriosamente eventuais contribuições de pessoas jurídicas, excluídas as vedadas pelo estatuto partidário - bancos e multinacionais - e as de empresas com contenciosos trabalhistas e ambientais".
Afinal, se nós criamos efetivamente "um novo partido contra a velha política", no dizer dos marqueteiros partidários, perguntamos: Submeter o PSOL à lógica do pragmatismo institucional e aos interesses da política conservadora do PT/PSDB e demais siglas que loteiam o parlamento nacional é implementar uma nova política no Brasil? Qual foi o debate político feito pelas instâncias partidárias em relação às eleições para a mesa das Casas do Congresso Nacional?
No resumo dessa ópera-bufa perguntamos: Até quando o partido ficará a reboque da política institucional e dessa correlação de forças totalmente conservadora e corrupta? Até quando o partido continuará a dar as costas para a sua militância? E então, o PSOL não tinha outras alternativas?
Sim. O Partido Socialismo e Liberdade tinha e tem – permanentemente - outras alternativas nesse processo burguês de escolha dos novos dirigentes do parlamento brasileiro, a exemplo de declarar o voto nulo e proclamar um manifesto apontando, isto sim, na construção de uma NOVA POLÍTICA, classista e revolucionária para o conjunto do proletariado, para unificar a ação política dos/as militantes tanto a nível interno quanto no necessário e urgente envolvimento do nosso partido no seio da luta de classes, criando – com outras forças organizadas da esquerda revolucionária – um pólo classista e um vigoroso movimento da classe para derrotar a velha política dos oligarcas do capital tupiniquim, nestes tempos de crise capitalista.
São Luís (MA), 8 de fevereiro de 2009.
Militantes e dirigentes do PSOL no Maranhão
Antonísio Furtado – Membro do Diretório Estadual
Carlos Lopes – Secretário de Formação da Executiva Estadual
Cícero Nunes – Presidente da Executiva Municipal de João Lisboa
Cláudio Mendonça – Secretário-Geral da Exec. Est.l e candidato a Vice-Prefeito em São Luís
Claudemir Lopes – Militante de base
Cleumir Leal – Membro do Diretório Estadual
Clístenes Mendonça – Secretário de Juventude da Executiva Estadual
Cordeiro Marques – Secretário-Geral da Executiva Municipal de São Luís
Denise Albuquerque – Militante de base
Dolores Silva – Vice-Presidente da Executiva Estadual
Heliomar Barreto – Membro do Diretório Estadual
Joivaldo Lopes – Secretário Movimentos Sociais da Executiva Estadual
Jorge Serejo – Secretário de Comunicação Executiva Municipal de São Luís
José Ribamar Novaes – Vice-Presidente da Executiva Municipal de São Luís
Josimar Nunes – Candidato a Prefeito no município de João Lisboa
Kátia Ribeiro – Militante de base
Kelly Cunha – Candidata a Prefeita no município de Humberto de Campos
Márcio André – Diretório Municipal de São Luís
Paulo Rios – Presidente da Executiva Estadual e candidato a Prefeito em São Luís
Pollyana Câmara – Militante de base
Rezzo Júnior – Secretário de Finanças da Executiva Estadual
Ribamar Arouche – Militante de base
Ricardo Aguiar – Militante de base
Roberto Carlos Cunha – Membro do Diretório Estadual
Rogério Oliveira – Secretário de Comunicação da Executiva Estadual
Ronnald Kelps – Militante de base
Saturnino Moreira – Secretário de Formação da Executiva Municipal de São Luís
Saulo Arcangeli – Presidente Executiva Municipal de São Luís
Wilson Leite – Pres. da Executiva Mul. de Imperatriz e candidato a Prefeito de Imperatriz