domingo, 20 de abril de 2008
20/4/2008 A jornada amorosa e solidária do MST. Artigo de Horacio Martins de Carvalho
Eis o artigo.
As iniciativas de luta social dos trabalhadores e trabalhadoras rurais sem terra, em particular aquelas que há 12 anos são concretizadas pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra – MST --- e que histórica e legalmente foram sintetizadas como a Jornada Nacional de Lutas por Reforma Agrária, ressaltaram neste ano de 2008 duas dimensões que por vezes são pouco distinguidas: a amorosidade e a solidariedade que se fazem presentes nessa jornada de lutas.
Ao se rememorar no 17 de abril o massacre de Eldorado de Carajás não se busca tão somente a permanente solidariedade às famílias dos trabalhadores e trabalhadoras sem terra assassinados, mutilados e feridos nesse episódio de anos atrás. Nesta data se reafirma emblematicamente que a luta social pela reforma agrária e por justiça social no campo continua viva e revivificada pelo desprendimento de milhões de famílias de trabalhadores e trabalhadoras rurais sem terra e de camponeses e camponesas com pouca terra.
Sem dúvida alguma que não bastariam os reclamos e reivindicações formais e burocráticos desses trabalhadores e trabalhadoras rurais sem terra perante os governos, iniciativas essas que se fazem no cotidiano. Também já se tornou lugar comum que a classe dominante brasileira e, nela o agronegócio, é absolutamente reacionária com relação aos interesses e desejos populares, mais ainda aqueles que enfatizam a necessidade de mudanças democráticas e sociais na estrutura fundiária do país.
Os interesses do capital e, portanto, da sua reprodução na busca incessante do lucro, não são critérios capazes de balizar a necessidade de reforma agrária no país. Menos ainda o são os interesses e desejos dos grandes e reacionários empresários que constroem a hegemonia dessa classe social. A herança da ‘grande fazenda’ e a mentalidade (que se renova) discriminatória social, étnica e de gênero desses empresários travestidos de modernos apenas ressaltam as manchas éticas que neles permaneceu da cultura e economia escravagista onde o outro, seja o índio, o negro, o branco ou o mulato, foi e ainda permanece um objeto, por vezes elevado à categoria de mercadoria, passível de ser disposto conforme os interesses de seus donos.
As ocupações de terras improdutivas ou daquelas que não cumprem a função social disposta em lei; a ocupação de prédios públicos e privados que se tornam referência exemplar da omissão dos governos e da indiferença das empresas privadas perante a desigualdade econômica e social; a ocupação de ferrovias, de postos de pedágio e de agências bancárias; enfim, essas ocupações sempre episódicas e temporárias, são portadoras de uma mensagem sutil, mas vigorosa: o povo pobre e desprovido de possibilidades econômicas efetivas de garantia da reprodução de suas vidas pessoais e familiares, não se deixará morrer à mingua e na subserviência como faz supor grande parte das políticas públicas e a maior parte das práticas econômicas do empresariado.
A luta pela garantia da vida e da sua reprodução com dignidade é antes de tudo um gesto de amor. As práticas das lutas sociais, ainda que endurecidas pelos desaforos daqueles que deveriam as compreender melhor, é a expressão extremada da amorosidade pelo viver, por essa paixão que a esperança alimenta e que a solidariedade reafirma a cada gesto social.
As famílias de trabalhadores e trabalhadoras rurais sem terra que se expõem aos riscos pessoais e familiares que as ocupações podem proporcionar, ainda que não seja essa a intenção dessas iniciativas, estão lutando não apenas pela sobrevivência com dignidade, mas, sobretudo, pela justiça social e a possibilidade de se tornarem sujeitos da sua história que uma reforma agrária ampla, massiva e imediata poderia proporcionar.
Nessa ação de risco de vida está entrelaçada, de uma certa maneira, a solidariedade na ação entre as pessoas e as famílias, seja no compromisso com o seu futuro pessoal e com o dos seus descendentes, seja no respeito aos feitos das lutas sociais das pessoas e famílias que os fizeram acontecer num passado que se faz presente, com uma amorosidade sem limite que somente o desprendimento possível de suas vidas em luta pelas vidas de uma imensa massa de trabalhadores e trabalhadoras poderia consagrar.
Quando empresas privadas como a Vale, a Syngenta, a Monsanto, a Cargill, a Aracruz, a Votorantin, a HSBC, o Itaú, a Bradesco, a Rede Globo, entre tantas outras que se fazem emblemáticas do comportamento que defende a manutenção da desigualdade social, o atraso cultural das massas, a discriminação étnica e de gênero e a depredação do meio ambiente, quando essas empresas ensaiam criminalizar as ocupações, e reproduzem a ideologia de que esses trabalhadores e trabalhadoras rurais sem terra são terroristas, o que estão acentuando nas suas práticas empresariais e nos discursos políticos que querem fazer passar aos olhos da opinião pública como lições éticas --- supostas no fundo de todas as razões que as iluminam, é que os interesses das classes populares são antagônicos aos interesses de classe da burguesia.
Quando as massas populares desejam melhores condições de vida e de trabalho, e os trabalhadores e trabalhadoras rurais sem terra lutam pela reforma agrária e por seus interesses imediatos setoriais, o que o empresariado vislumbra, e a ideologia reacionária que os move já o fazem sentir no bolso, é que esses pobres do campo e da cidade estão querendo fazer é distribuição social da renda e da riqueza, renda e riqueza que se encontra concentrada nas mãos dos próprios capitalistas.
Ora, isso é aviltante para o empresariado. Contraria a ordem capitalista neoliberal das coisas. Ao povo o salário, a bolsa-família ou a misericórdia. Aos ricos, aos empresários capitalistas, o lucro, os juros, a renda da terra, a apropriação privada do patrimônio público, a liberdade de degradação ambiental, o usufruto privado e comercial da natureza, o controle do saber científico e tecnológico, as patentes, a globalização da circulação das mercadorias e dos capitais. Enfim, o aumento continuado da renda e da riqueza nas mãos de poucas e grandes empresas e a manutenção da desigualdade social, então compreendida pela ideologia dominante como uma determinante histórica.
Que bom seria se não fossem necessárias as iniciativas das lutas sociais populares, a Jornada Nacional de Lutas por Reforma Agrária, as ocupações, os confrontos sociais e os desencontros. Que bom seria se vivenciássemos uma sociedade socialmente igualitária e mais justa. Que bom seria se a solidariedade e a fraternidade fossem as práticas do nosso cotidiano. Mas, não diria eu que essa seria uma vã utopia, porque quimera. Muito ao contrário, é um mundo que se faz necessário.
Quem bom seria se o MST se esvaecesse no ar, porque já não mais seria socialmente necessário. Mas, enquanto isso não sucede desejo longa vida ao MST, e que a Jornada Nacional de Lutas por Reforma Agrária não deixe de salientar as dimensões da amorosidade e da solidariedade que lhe tingem a vida de vermelho por pulsar em demasia o coração.
Curitiba, 18 de abril de 2008
http://www.unisinos.br/_ihu/index.php?option=com_noticias&Itemid=18&task=detalhe&id=13338
sexta-feira, 11 de abril de 2008
Poema em linha reta
(Álvaro de Campos)
Nunca conheci quem tivesse levado porrada.
Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.
E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil,
Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita,
Indesculpavelmente sujo,
Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho,
Eu, que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo,
Que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas,
Que tenho sido grotesco, mesquinho, submisso e arrogante,
Que tenho sofrido enxovalhos e calado,
Que quando não tenho calado, tenho sido mais ridículo ainda;
Eu, que tenho sido cômico às criadas de hotel,
Eu, que tenho sentido o piscar de olhos dos moços de fretes,
Eu, que tenho feito vergonhas financeiras, pedido emprestado sem pagar,
Eu, que, quando a hora do soco surgiu, me tenho agachado
Para fora da possibilidade do soco;
Eu, que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas,
Eu verifico que não tenho par nisto tudo neste mundo.
Toda a gente que eu conheço e que fala comigo
Nunca teve um ato ridículo, nunca sofreu enxovalho,
Nunca foi senão príncipe - todos eles príncipes - na vida...
Quem me dera ouvir de alguém a voz humana
Que confessasse não um pecado, mas uma infâmia;
Que contasse, não uma violência, mas uma cobardia!
Não, são todos o Ideal, se os oiço e me falam.
Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil?
Ó príncipes, meus irmãos,
Arre, estou farto de semideuses!
Onde é que há gente no mundo?
Então sou só eu que é vil e errôneo nesta terra?
Poderão as mulheres não os terem amado,
Podem ter sido traídos - mas ridículos nunca!
E eu, que tenho sido ridículo sem ter sido traído,
Como posso eu falar com os meus superiores sem titubear?
Eu, que venho sido vil, literalmente vil,
Vil no sentido mesquinho e infame da vileza.
segunda-feira, 10 de março de 2008
NOTA A IMPRENSA E À SOCIEDADE MARANHENSE

NOTA A IMPRENSA E À SOCIEDADE MARANHENSE
O Partido Socialismo e Liberdade – PSOL, através da sua Executiva Estadual e das Executivas Municipais de Açailândia e Imperatriz, face aos acontecimentos relacionados com a ocupação da carvoaria industrial da Vale do Rio Doce no dia 8 de março esclarece:
1) O PSOL-MA presta sua solidariedade às mulheres camponesas e urbanas - militantes de várias entidades -, que tiveram a coragem de realizar um ato de protesto ao ocupar a carvoaria da CVRD. Ao mesmo tempo a ocupação representa também um ato de apoio às famílias do Assentamento Califórnia, localizado na cidade de Açailândia – MA, que vêm sofrendo com a fumaça expedida pela queima do eucalipto naquela carvoaria, num verdadeiro atentado à vida das pessoas e ao meio-ambiente da região.
2) Segundo dados da representação do MST em Açailândia, “a indústria tem 3 (três) anos de atividade, foi instalada a cerca de 800 metros da agrovila do Assentamento onde vivem mais de 1800 pessoas”. Como se não bastasse, os assentados denunciam que a referida Carvoaria da Vale “tem instalado 74 fornos industriais com capacidade cada um de produzir 160m³ de carvão, cada forno industrial tem capacidade de produzir 30 vezes mais que um forno de uma carvoaria comum”.
3) Vivendo há mais de 12 anos na região, os assentados da Comunidade Califórnia ao longo dos últimos três anos apresentou inúmeras denúncias contra a carvoaria ao IBAMA, Ministério Público Estadual e Federal, à Vigilância Ambiental, Secretarias Municipais de Saúde e de Meio Ambiente. Além disso, os representantes do assentamento “estiveram varias vezes em audiências com representantes destes órgãos cobrando providencias, chegando inclusive a convidar estes para duas assembléias no assentamento e não apareceram” segundo informação colhida junto à direção do Assentamento.
4) Com inúmeros fatos registrados no decorrer dos últimos anos, os assentados denunciam o surgimento de “vários problemas de saúde”, a exemplo de problemas respiratórios, pneumonia, irritação nos olhos e “outros problemas de vista e de pele, casos que atingem principalmente as crianças e os idosos, além do incomodo diário de todos os assentados em conviver com a fumaça”.
5) O Partido Socialismo e Liberdade – PSOL-MA, com esta nota, chama a atenção da sociedade e dos movimentos sociais organizados, no sentido de assumirem solidariamente a denúncia contra a Vale e seu ataque brutal aos direitos e à vida dos trabalhadores assentados em Açailândia. Exige também que o Executivo, o Legislativo e o Judiciário se pronunciem com urgência acerca das denúncias que lhes foram feitas sobre a agressão ambiental e a saúde pública causada pela Carvoaria da Vale. A permanência da Carvoaria põe em risco a saúde das famílias que lá vivem e trabalham e expressam, ainda, o total desrespeito da Vale pelos direitos humanos.
PARTIDO SOCIALISMO E LIBERDADE – PSOL/MA
Paulo Rios - Executiva Estadual no Maranhão
Adevaldo Filho – Executiva Municipal de Açailândia
Wilson Leite – Executiva Municipal de Imperatriz
MOVIMENTO DOS TRABALHADORES RURAIS SEM TERRA OCUPA CARVOARIA INDUSTRIAL DA VALE.
Nota a Imprensa
A ocupação da carvoaria industrial da Vale do Rio Doce foi uma ação política realizada por mulheres camponesas e urbanas de várias entidades.
Foi um ato de protesto em favor das famílias do Assentamento Califórnia que vem sofrendo com a fumaça expedida pela queima do eucalipto naquela carvoaria.
A indústria tem 3 (três) anos de atividade, foi instalada a cerca de 800 metros da agrovila do Assentamento onde vivem mais de 1800 pessoas. Tem em suas instalações 74 fornos industriais com capacidade cada um de produzir 160m³ de carvão, cada forno industrial tem capacidade de produzir 30 vezes mais que um forno de uma carvoaria comum.
O assentamento existe ali há 12 anos. A Comunidade no decorrer desses três anos, por diversas vezes, encaminhou denuncias contra a carvoaria ao IBAMA, Ministério Público Estadual e Federal, à Vigilância Ambiental, Secretarias Municipais de Saúde e de Meio Ambiente. Representantes do assentamento estiveram varias vezes em audiências com representantes destes órgãos cobrando providencias, chegando inclusive a convidar estes para duas assembléias no assentamento e não apareceram.
As denuncias dão conta de vários problemas de saúde.Vários assentados encontram-se hoje com problemas respiratórios, alguns estão até com pneumonia, há casos de irritação nos olhos e outros problemas de vista e de pele, casos que atingem principalmente as crianças e os idosos, além do incomodo diário de todos os assentados em conviver com a fumaça.
Com este ato as trabalhadoras denunciam a empresa à sociedade, pedem aos poderes públicos constituídos que se pronunciem com urgência acerca das denúncias que lhes foram feitas sobre a agressão ambiental e a saúde pública causada pela Carvoaria da Vale, que põem em risco a saúde das famílias que lá vivem e trabalham.
Mais informações:
Setor de Comunicação do MST
Reynaldo Costa: 99 8802 9968
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008
A greve dos estudantes
O pretenso libertador do Maranhão Jackson Lago, logo nos primeiros meses de sua gestão mostrou a que veio. Deu uma guinada no funcionalismo público estadual cassando direitos trabalhistas através da famigerada lei 8.871. Ao todo doze categorias foram prejudicadas entre elas a dos professores. A mascara caiu e Jackson deu continuidade ao “trabalho” de seu antecessor, relegando a educação a último plano.
Propagandas! Propagandas! Propagandas! Conversa fiada que não corresponde à realidade.
Qual é a realidade da educação estadual?
Os professores reagiram ao pretensioso saque do governo e depois de dois meses de paralisação o combalido judiciário deu ganho de causa ao trabalhador. Mas os efeitos negativos ficaram. Rancoroso o governo tem formulas escusas para surrupiar os impostos do povo. Vejamos alguma delas:
-Em pleno fevereiro de 2008 o ano letivo de 2007 ainda não foi encerrado e milhares de alunos foram prejudicados por não poderem prestar vestibular em 2008. Dançaram no vestibular 2007 da sucateada UFMA. Já a UEMA sentiu o peso da sanha de Jackson e não tem previsão do vestibular 2008.
-Outro golpe nas escolas públicas é a falta de vigias, zeladoras e merendeiras. Aí não é só os estudantes que foram prejudicados, o mais angustiante é saber que muitos pais de família perderam seu emprego e existem casos comprovados de ex-funcionários que estão com seus filhos a pedir esmolas em portas de supermercados de Imperatriz.
-Sem vigilância, os parcos computadores que chegam as escolas estão sendo roubados claro que isto é gerado por outro problema insolúvel: o da combalida segurança pública estadual.
E nossos mestres como é que andam?
Há dois anos foi realizado concurso para professor, mas incapaz de atender a demanda, até porque algumas áreas sequer foram oferecidas vagas. Caso das disciplinas de Geografia e Historia que já há oito anos não são oferecidas vagas para Imperatriz e nos últimos dois anos sequer contratos temporários.
Em se falando de contratos eis aqui uma formula de desqualificar a educação, o educador e o educando maranhense. O seletivo é por dez meses, os salários são muito abaixo do que ganha um professor concursado sendo que após dois ou três meses é que o contratado recebe seus vencimentos. Ao termino do contrato outro terrorismo é imposto aos mesmos, pois existe o medo de não receber os últimos meses trabalhados. Resultado: Trabalhador desmotivado.
A justiça é realmente cega
Diz o artigo 83 das Leis de Diretrizes e Bases da Educação nacional que qualquer cidadão com titulação adequada pode exigir das autoridades realização de concurso público se por acaso existirem cargos sendo exercidos por pessoas não concursadas. Os CA's de Geografia e História da UEMA/CESI até que tentaram através abaixo-assinados fazer valer este direito no concurso de 2004. Luta que se tornou vã por causa da inoperância do Ministério Público Estadual.
Jackson assim com todos os outros governos que passaram pelo executivo estadual, está dando sua contribuição para manter o Maranhão no lugar que lhe foi outorgado no decorrer dos anos de ser a vanguarda do atraso. Para um povo que não tem hábito de participar ativamente da vida política do país, parece estranho o titulo deste artigo. Mas é isso que se há de fazer. Para governos corruptos é ótimo roubar o dinheiro do povo. Dinheiro que era pra ser aplicado em educação e só uma meia dúzia de cidadãos reagirem ao saque institucional. Assim fica fácil para o governo manipular informações através da mídia serviçal. A justiça combalida dar ganho de causa na maioria das vezes a ele, que por sua vez aciona o aparelho policial para colocar a ordem. Agora quería ver se os canalhas teriam a mesma voracidade se do outro lado tivesse milhares de alunos, milhares de pais, o que ele poderia fazer a não ser obedecer a quem lhe colocou lá. Ele cruzaria os braços e no cansaço ou na ameaça venceria o trabalhador?
Ou o povo acaba com a cultura de esperar pelo paternalismo estatal ou será sempre assim: de mal a pior, de maneira a perpetuar os interesses de uma classe que só pensa em si. Seus filhos serão sempre massa de manobra nas mãos de políticos astutos e algozes. Não existe salvador da pátria. O que existe é a possibilidade da emancipação intelectual do povo, para então enxergar que só ele é capaz descobrindo que nunca mais precisará de parasitas como seus defensores e libertadores. Na próxima vez que esses escroques submeterem seus filhos a constragimentos e não vai tardar outra greve, seja no plano federal, estadual e municipal, teste a formula para ver o potencial que está guardado dentro de você.
A Democracia é uma faca de dois gumes. Se a maioria se cala, é porque porque a minoria está sem razão. Mas por que nos calamos?
Claudio Pereira dos Santos é Geografo graduado pela Universidade Estadual do Maranhão, cartunista e Secretario Geral do Diretório Municipal do PSOL em Imperatriz.
sexta-feira, 25 de janeiro de 2008
Desmatamento cresce na região amazônica; Mato Grosso "lidera"
Por Redação [Quinta-Feira, 24 de Janeiro de 2008 às 12:28hs]
Dados preliminares divulgados na quarta-feira, 23, pelo Ministério do Meio Ambiente e pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) apontam um desmatamento na região amazônica de 3.235 quilômetros quadrados entre agosto e dezembro de 2007, o equivalente a cerca de 320 mil campos de futebol, o maior já apurado pelo órgão.
A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, considera alarmante o crescimento, ainda que não seja possível estabelecer as proporções do avanço, por falta de dados confiáveis de períodos anteriores. “O governo não quer pagar para ver. Não vamos aguardar a sorte, e sim, trabalhar para fazer frente a esse processo”, disse a ministra.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva convocou reunião de emergência entre ministros para discutir medidas a se tomar para conter o desmatamento.
A lista dos 30 municípios onde ocorre mais devastação deve ser divulgada nesta sexta-feira, 25. O estado com mais quilômetros quadrados de mata derrubada no período é Mato Grosso, com 1.786.
Entre as causas para o aumento, Marina citou a seca prolongada e uma possível influência do avanço da produção de soja e da pecuária nas regiões. Ela evitou responsabilizar diretamente as atividades econômicas, mas ao lembrar que a carne e a soja estão com preços internacionais favoráveis.
Com Agência Brasil
sábado, 12 de janeiro de 2008
BRIGA DE “CÃO” E “GATO” NO MARANHÃO
Temos visto nos meses que sucederam a “libertação” do poder executivo estadual uma verdadeira briga entre dois meios de comunicação: sistema mirante (blogs) e jornal Pequeno, um conhecido e reconhecido defensor do clã sarney e outro comprado para contrapor o outro.Mais uma vez o poder econômico-ideologico das mídias exercido na grande massa deixa atônita qualquer pensamento crítico do povo maranhense. A dita “imparcialidade” pregado pelos meios de comunicação cai por terra a cada inicio de um telejornal, leitura de uma matéria, comentário de um jornalista. Facilmente perceptível de que lado da “corda” eles se encontram, o mais interessante – facilmente podem mudar sua opinião, basta uma negociação financeira.
Esse é o atual perfil da mídia, desprovidas de ética empresarial, profissional moral e pessoal; toma e deixa ser tomado por promoções pessoais de “autoridade políticas” sem nenhum constrangimento. E por sua vez, essas mesmas personalidades usam poder da máquina pública para manter o máximo de persuasão no máximo de meios possíveis.
Na verdade o atual governo usa as mesmas táticas da oligarquia Sarney que é: manter o povo informado dos fatos que o interessa, mas ao subestimar que os meios da oligarquia hoje fora do poder ficariam estáticos é muita ingenuidade.
Fora desta briga de “cão” e “gato” dos meios de comunicação está a população maranhense dividida entre apoiar o “cão” ou o “gato”. O fato é que deviam analisar envolta e tirar suas próprias conclusões: 40 anos de um oligarquia sarney o que o maranhão conseguiu? 13 meses de clã Jackson Lago e sua “libertação” estão trazendo? Na verdade nada de diferente: inchou a máquina do estado para acolher seus aliados que serve para propagar o discurso do governo e que a mídia em seu controle diz. Problemas nas áreas de saúde, educação e principalmente a segurança se aprofundam.
