sexta-feira, 16 de novembro de 2007

ESTAMOS TODOS CONECTADOS A TUDO,



ESTAMOS TODOS CONECTADOS A TUDO,
Inclusive esta universidade, inclusive você...


Carlos Leen Santiago



Ainda não faz muito tempo: a historia do povo brasileiro tem sido uma constante de lutas por liberdade e justiça social, muito embora uma parcela significativa da população não se dê conta disso. Temos contra à nosso favor uma mídia covarde que não mede esforços para esconder e dissimular a realidade, assim o discurso oficial busca deslegitimar as lutas sociais e chamar a atenção para os “transtornos que elas causam a paz e a democracia” (sic). Foi assim com os Escravos, Canudos, Contestado e agora com o MST.
Com o fim da ditadura militar a classe dominante precisava fazer uma transição “democrática” conforme as diretrizes de Wasghinton (EUA) e para assegurar seus interesses, não permitiu de imediato eleições diretas colocando no poder presidencial um de seus principais representantes de políticas aliadas ao entreguismo , corrupção , desmandos. Finalmente em 1989 temos a volta das eleições diretas, onde o povo poderia escolher seus dirigentes para os principais cargos políticos. Isso em tese, pois novamente a mídia televisiva (leia-se Rede Globo) atrelada ate o talo com setores mais conservadores distorcem totalmente o processo eleitoral e o candidato da burguesia vence , preservando assim uma correlação de forças onde os desmandos e o aprofundamento da cultura política clientelista e o enriquecimento de uma elite política que concentra renda e poder são “os difusores da barbárie humana”.
A hedionda elite brasileira, com sua hedionda concentração da terra e injustiça social transforma um país de riquezas imensuráveis num grande atoleiro de miséria e violência contra os trabalhadores rurais sem terra que reivindicam apenas o direito inalienável de trabalhar. A paz no campo e na cidade é comprometida, pois esta só se dará através do acesso de toda a cultura, educação e trabalho. Finalmente com o governo de FHC vemos a construção dos projetos neoliberais se concretizarem, onde vários setores da burguesia se juntam para defender os interesses do capital estrangeiro e ao modelo econômico voltado para a exportação, alem das trocas de favores onde se privatiza serviços públicos, estabelecendo monopólios de grupos, imobilizando a educação e comprometendo-se o desenvolvimento regional. Todas as maiores riquezas do país são vendidas ilegalmente ou se tornam objeto do desejo de multinacionais. Isso dura dois mandatos, cerca de oito anos.
Com a eleição do próximo presidente a esperança de dias melhores se acede para todos, afinal de contas é um trabalhador que esta lá agora, e não mais politiqueiros filhos da elite, de coronéis ou representantes de oligarquias. A vitória do senhor Luis Inácio Lula da Silva representa a luta de brasileiros lutadores que foram perseguidos, torturados e mortos ao longo do século, que combateram ou combatem exploradores, escravocratas, monarcas e senhores de terras. Infelizmente, este prefere aprofundar mais ainda as reformas neoliberais e jogar sua trajetória pela lata de lixo, traindo o povo que o elegeu, e assinado em baixo tudo que “seu mestre mandar (leia-se FMI, Banco Mundial, EUA)” e nas palavras de Frei Beto “deixando que a esperança perdesse para medo...”
Essas reformas neoliberais unificam as classes dominantes agora subordinadas ao capital internacional e financeiro permitindo que setores mais dinâmicos da economia, em especial o setor financeiro e os setores exportadores vinculados as transnacionais obtenham elevadas taxas de lucros e ganhem muito dinheiro.
Só um exemplo do que isso representa para a classe trabalhadora: os serviços públicos básicos que o povo recebe do governo somam cerca de 52 bilhões; cerca de 14 bilhões para o bolsa-familia, mais 18 bilhões na Educação e outros 20 bilhões no Ministério da Saúde. Nesses dias, os jornais revelaram que os bancos brasileiros cobraram de seus correntistas (você que tem conta em banco) somente em taxas de serviços, sem contar juros, nada mais nada menos que 85 bilhões.
Agora olhe ao seu redor e pergunte a si mesmo: será que esta é a universidade ideal para meu aprendizado? Será que quando eu precisar ir Hospital serei prontamente atendido? Porque tantos têm tão pouco e alguns têm tanto?
É preciso entender que todos nos somos causa e conseqüência de fatores externos a nos mesmo, que nada acontece isoladamente hoje em dia, num mundo cada vez mais “conectado” e que é necessária a conscientização política.
Entender essa dinâmica do social é se perceber como responsável da mesma. E ser politizado e compreender que tudo o que existe foi historicamente construído pelas relações entre os homens e o meio em que vivem e que, portanto tudo o que foi produzido pelos homens pode ser desconstruido e reconstruído cotidianamente mediante relações econômico-sociais alienadas.
Já ser despolitizado é achar que as coisas são assim porque são assim mesmo, sempre foram assim e sempre assim serão. È não dar valor aos movimentos sociais e acreditar em revistas de tom duvidoso (VEJA etc.) é desacreditar principalmente em seu interlocutor menos favorecido dentro da sociedade.
Precisamos ser curiosos, precisamos ler mais, entender a realidade em que vivemos ler muito, seja qual for sua área de atuação profissional, somente assim poderemos contribuir para uma nova faze de transição, onde haverá melhor distribuição de renda e não o começo de uma barbárie, o que parece vai acontecer muito cedo, o meio ambiente já esta dando sinais que não vai suportar muito tempo à sede de dinheiro do homem.
A luta pela liberdade e pela justiça social deve ser uma luta de todos, principalmente a luta contra alienação, condição necessária para todas as lutas.

quinta-feira, 8 de novembro de 2007

INSEGURANÇA

charge: MILLÔR

Todos os estados brasileiros passam por um momento de total insegurança, seja nas ruas, nas escolas, nos condomínios ou nas favelas. Morar no “asfalto” não significa se isolar dos pontos de violência das periferias.
No maranhão o panorama é mais assustador. Um Estado com área superior a de muitos países, possui uma grande massa populacional de miseráveis, sem perspectivas alguma de trabalho. Em busca do pão, milhares de maranhenses migram para outras regiões ou países. Outros migram para nossas combalidas cidades, quase sempre forçados pelo próprio estado de pobreza que vive ou por causa da derrota na luta pela terra frente aos latifundiários, aumentando os bolsões de pobreza. Um tempero para a marginalidade.
A violência toma conta do estado.
Recentes números divulgados por órgãos de segurança estadual comprovam o aumento significativo do estado de “sitio” vivido pelo povo maranhense. Entre muitas causas apontadas para a elevação destes índices está: superlotação de presos nas delegacias ou nos presídios e o baixo número de policiais. Enquanto acontece às discussões dos problemas, as soluções vêm a passos lentos. Casos de esquartejamento (caso acontecido em Buriticupu), esfaqueamento, espancamento (Jerô), estupros, emasculação, são alguns dos últimos casos ocorridos no estado e são pouquíssimos os que tomam notoriedade, a grande maioria fica registrada apenas em números.
A banalização desses crimes e da violência gera o “Show Business”, a exemplo dos programas policias matutinos exibidos pelas emissoras em todas as cidades do maranhão. Em Imperatriz chega-se ao cúmulo de todas os dias se tomar café da manhã assistindo casos reais de assassinatos, esfaqueamentos, acidentes tão “frescos” e “quentes” como o pão e o café postos à mesa; com a justificativa de seus apresentadores de que estão “mostrando os fatos como eles acontecem” ou “... de olho em você”. Com pensamentos nada humanistas, alienados de ética jornalista e cultivando no subconsciente do povo que tal informação servirá de alguma forma no dia que se inicia, apresentadores, emissoras e patrocinadores incentivam a banalização desta violência, chegando mais além, a de formar opinião sobre a atuação dos trabalhadores responsáveis por conviver com esta realidade.
A segurança pública não é um caso perdido. Nós sabemos das dificuldades a serem enfrentadas por quem está no poder e quem tem que tomar as decisões para reverter o atual estado que ela se encontra. Essas soluções não serão resolvidas apenas com construções de novas prisões, aparelhamento dos órgãos de combate ao crime ou com mais policiais.
Combate ao crime e a violência tem que partir de onde é gerado, investindo em educação, cultura, construindo áreas de lazer e esporte para jovens e crianças, dando oportunidades formação profissional, geração de emprego e renda as populações desempregadas, saúde pública e realizando a socialização da terra através da reforma agrária. O Estado não pode agir de maneira fascista quando cria condições para proliferação da miséria e da violência para depois querer suprimi-los com mais violência. Eliminar os focos que levam a juventude e os homens à prática de delitos, se torna a melhor estratégia, pois deixará de gastar grandes cifras na repressão ao crime.
Não podemos esquecer da re-socialização e reeducação dos homens e mulheres que se encontram sendo submetidos a sessões diárias de torturas físicas e psicológicas nos “calabouços” que se tornaram os presídios e cadeias. A comunidade carcerária não é lembrada como cidadãos, uma por não votarem e outra por não serem “produtivos”. Políticas públicas devem ser implantadas a fim de trazer estes cidadãos ao convívio da sociedade com acompanhamento e oportunidades para que não venha ser forçado à prática de novos crimes.
O exemplo de que a repressão aos atos de violência não tem efeito prolongando basta vermos os GTA´S, GOES, FORÇA NACIONAL, grupos de elite que são meros dissipadores de violência. Isso mesmo dissipadores. Isto quer dizer que os causadores desta violência ainda se encontram no ar e passarão a agirem isolados até que haja a oportunidade de se reagruparem, alem do que, nesses grupos de elite não há inteligência nas ações, apenas “força bruta”. Combate à insegura vem com uma população confiante em sua policia e que não aceite conivente os atos de violência praticados ao seu redor.

sábado, 27 de outubro de 2007

SOMOS BRASILEIROS, MAS QUEM DITA AS REGRAS SÃO OS IANKEES.


Os governos fantoches que se revezam no poder, historicamente estão prontos a servir os interesses do imperialismo. Dentro desta lógica perversa que se segue o que importa é privatizar. Privatizar o lazer, a água, o direito de pensar o conhecimento etc.
O modelo capitalista-dependente brasileiro está mais uma vez curvando-se aos interesses do velho imperialismo e do capital internacional. Desta vez a vitima é a educação. Querem tornar propriedade particular o que a só o homem pertence: o conhecimento acumulado através dos séculos. Já na década de 60, o governo militar fez pacto com a USAID (Agência dos Estados Unidos para o “Desenvolvimento” Internacional) da qual esse organismo estrangeiro ditava as diretrizes a ser seguida na educação superior do Brasil. Mas foi na década de noventa com a ascensão de governos neoliberais ao poder (Collor, FHC e agora Lula) que o ataque à educação superior pública vem se intensificando. Eles seguem a risca as ordens do Banco Mundial que em 1994 lançou um documento intitulado o BM e o ensino superior: lições derivadas da experiência, da qual apregoa que o modelo de educação superior para América Latina é o modelo privado. Que interesse pode ter pela educação um banco que é símbolo da agiotagem legalizada? Ora, Se o governo privatiza o ensino mais continua cobrando imposto para educação, vai ter muita grana sobrando para engordar esses agiotas. Os governos fantoches e fisiologistas não medem conseqüências para transformar a educação numa mercadoria qualquer. Se em 1992 o país contava com 227 universidades públicas, esse número reduziu para 197 em 2002. O governo Lula fiel seguidor da cartilha neoliberal, investe enormes quantias em propagandas para camuflar o que realmente está acontecendo com a educação brasileira: professores contratados ao invés de concursados e com pouca titulação, PPP’s (parcerias publico privadas), que é o caso do PROUNI que visa entre outras coisas: transferir recursos públicos para o setor particular, moldar a mente dos estudantes ao modelo privado, garantir o lucro dos tubarões do setor educacional. Tudo isto de maneira superfaturada. Para a primeira versão do PROUNI, o governo federal destinou 2,5 bilhões de reais em isenções para as IES particulares em troca de 400 mil vagas. Mas como o governo é um “péssimo negociador” colocou com esse montante apenas 100.000 alunos, ou seja, cada aluno custou em média 25.000 reais por ano aos os cofres públicos. Onde estão matriculados a maioria destes alunos? Em cursos baratos, geralmente de baixa qualidade. O PROUNI foi à válvula de escape para muitas faculdades que já estavam quase fechando as portas por falta de clientes, isto por causa de um contraponto: os neoliberais privatistas não levam em consideração a situação socioeconômica da maioria da população. Mesmo assim os tubarões da educação não se contentam e o governo bonzinho aumentou pra 1,5 bilhões de reais os recursos destinados ao FIES para financiar bolsas em faculdades particulares.Outra lavagem de dinheiro público, pois os recursos do FIES são arrecadado através dos jogos de loteria. Acha pouco? O que dizer dos belos prédios de faculdades de Imperatriz que são financiadas com recursos do BNDES e do FAT (Fundo de Amparo ao Travalhador)? Em frente a um desses belos prédios está a UEMA/CESI com um prédio desestruturado, greves constantes, falta laboratórios, professores e poucas vagas disponíveis no vestibular. É importante ressaltar que dos 65.000 alunos matriculados na UEMA em todo Maranhão em 2005 apenas 8.000 mil eram de cursos de graduação e os demais 57.000 alunos estavam em cursos pagos. É a chamada privatização branca que ocorre debaixo de nosso nariz e muitas vezes não percebemos. Outra atrocidade do governo marionete LULA/FMI é o projeto de reforma universitária que entre outras perversões abre as portas das IES públicas para o capital privado. Ora, Hoje 94% da pesquisa cientifica realizada no país é feita por universidades públicas. E esta autonomia pode ser quebrada fazendo com que um capitalista dos resultados de pesquisas transformando nas em produto.Disse o poeta que quem não sabe nada bate palma. O governo federal segue a máxima de um marqueteiro de Adolf Hitler que dizia que uma mentira contada varias vezes vira uma verdade. Mas a vida real não é propaganda e não é aqui no Brasil que essa máxima vai prevalecer. O P-SOL junto com o povo trabalhador vai de encontro a toda essa falácia do governo servil de LULA e Jackson Lago. O povo não pode ser onerado com elevados impostos para governantes corruptos colocarem nas mãos de empresários corruptos, do BM e do FMI.

quinta-feira, 25 de outubro de 2007

CAOS EM BURITICUPU


Carlos Leen Santiago*

Há alguns dias vimos uma rápida e evasiva matéria no jornal local (na maioria das vezes as matérias são rápidas e evasivas para o publico não pensar melhor) acerca do assassinato de um indígena na Reserva Florestal de Araribóia, que fica no parte oeste do estado e abrange os municípios de Amarante, Bom Jesus e Buriticupu. Esse ato por demais pavoroso seria justificado pelo fato de que os índios teriam “seqüestrado” um caminhão madeireiro e por retaliação sofreram o atentado, diga-se, dentro da própria reserva.
Não foi só isso, um incêndio criminoso fora iniciado e mais dois índios (um homem e uma mulher) sofreram ferimentos a bala. A noticia dava conta ainda que atividade madeireira que “é uma das bases principais da economia local”, tornou-se um grande foco de pressão sobre a Reserva Biológica e as áreas indígenas situadas no noroeste do estado. Uma mentira descabida e absurda.
Segundo dados do próprio IBAMA exploração da madeira em especial na região de Buriticupu, corresponderia a 6% do PIB local, o que em tese não justifica essa chamada “base principal” que ficou latente na matéria e, ah sim, na anterior interdição do Km 515 da BR-222, feito alias pelo mesmo grupo de madeireiros.Numa leitura um pouco aprofundada o que se percebe na realidade é que parece existir grupos de exploradores da madeira arquitetando e manipulando moradores, comprando-os com migalhas, e se alimentando da desigualdade social gerada pela ignorância de quem explora e da fome de quem é explorado. Quem já passou pelo município sabe o grau de pobreza que vive aquele povo, um prato perfeito para a lógica inescrupulosa do sistema capitalista, onde a vontade do lucro individual destroem até a natureza, fonte de todas as maiores riquezas de verdade. A matéria também não fala do desespero que tomou conta do lugar, e o mais interessante é que não houve repercussão nacional desta mesma mídia. Ate o momento sabe­ se é que estão ameaçando a vida da coordenadora do IBAMA na região, Adriana Carvalho e de que tropas da força nacional e da PRF (policia rodoviária federal) encontram-se de prontidão.
VAMOS PROTEJER OS REMANECESNTES DA FLORESTA AMAZONICA.


Carlos Leen é estudante de Historia.

sexta-feira, 5 de outubro de 2007

UM ESPECTRO RONDA O IMPERIALISMO: O ESPECTRO DO COMUNISMO

Por Cláudio Pereira dos Santos, Geógrafo graduado pela Universidade Estadual do Maranhão, cartunista e membro do Partido Socialismo e Liberdade.

À medida que o imperialismo impõe sua face avassaladora aos quatro cantos do planeta destruindo culturas, saqueando povos, degradando o meio ambiente, financiando guerras, caçando direitos trabalhistas, à sua sombra avançam os ideais libertários.

Che Guevara, Karl Marx, Lênin, Trotski, Engels, Rosa Luxemburgo, mesmo depois de mortos incomodam o sono de muito burguês. Por quê? O governo imperialista dos Estados Unidos achou que matando Guevara se veria livre dele para sempre. Conseguiu?

“A história de todas as sociedades até agora tem sido a história das lutas de classe”.
Homem livre e escravo, patrício e plebeu, barão e servo, membro das corporações e aprendiz, em suma opressores e oprimidos, estiveram em contraposição uns aos outros e envolvidos numa luta ininterrupta, ora disfarçada, ora aberta, que terminou sempre com a transformação revolucionária da sociedade inteira ou com o declínio do conjunto das classes em conflito”. ( Karl Marx, pp. 8).

No desenrolar da história, as classes opressoras quando não conseguem impor sua dominação por mecanismos ideológicos, sempre utilizam a força bruta para aniquilar aqueles indivíduos dotados de consciência que por sua indignação diante da realidade perversa, tentaram mudar a ordem estabelecida. Nem Jesus Cristo escapou a tirania dos Cesares. Quem eram os cesares? Que diferença existe entre eles e uma ditadura militar, como as que já ocorreram no Brasil? Os cesares eram nomeados pela aristocracia romana em tempos de turbulência social para manter a ordem e os privilégios dos ricos. O papel de uma ditadura no capitalismo burguês é o mesmo.
A mesma corja que financiou o nazi-facismo na Europa, ditaduras ferrenhas na América Latina e na África, hoje depois do “bem sucedido” ataque ao modelo socialista, tenta passar-se por democratas, falseando a historia. Distorcem a historia sem a mínima decência. Claro que decência não é coisa de facções que usam o Estado para satisfazer seus interesses individuais usurpando o seu próprio povo.
Perdida em antagonismos, a burguesia capitalista se ver sufocada para manter esse modelo socioeconômico avassalador sobrevivendo. Sabe a burguesia que a ordem estabelecida por ela é injusta. Mas, antes o lucro. Ela não abre mão do controle das instituições, sobre todos e quaisquer meios de informação. Seu modelo de escola liberal incita a formação individual, a competição e nunca a reflexão. Toda a informação que sai da mídia (O mais serio e conseqüente partido da burguesia) como a denominou Gramsci, é colocada de maneira a persuadir o povo de que o modelo naziliberalista que aí está é a única alternativa para o mundo, que o lucro a qualquer custo é o único capaz de satisfazer os anseios humanos. A mídia patronal, taxa de ditador e terrorista qualquer individuo ou governo que vá de encontro a esta ideologia. Jornalistas venais encarnam o espírito de seus patrões prostituindo suas mentes por uma meia dúzia de moedas ou mesmo por convicção ideológica. Os jornais querem o coro do povo.
Sem o mínimo escrúpulo, revistas de circulação nacional, lançam artigos difamando qualquer movimento social ou individuo que se destaquem na luta contra o imperialismo. Com enorme desrespeito, apostando na estupidez de seus leitores, a revista veja, braço do neoliberalismo e do imperialismo no Brasil, edita constantemente artigos com ilações a personalidades que lutaram e lutam contra a opressão imperialista. A vitima da vez foi Che Guevara. Inescrupulosamente defendendo unicamente os interesses daqueles que se preocupam ao ver estampada o busto de Guevara em camisetas de jovens espalhados pelo mundo a fora, lançou um artigo deturpando moralmente aquele que é uma das maiores referências da causa revolucionaria em todos os tempos: Ernesto Guevara de la Sierna. O conteúdo medíocre da matéria denota que os pesquisadores da veja tem péssimo conhecimento de História. As provas colhidas por ela, são fontes da CIA e a única testemunha que conseguiram é um serviçal do império iankee. Desta vez esta tendenciosa revista assinou seu atestado de óbito moral. É claro que tal meio de comunicação pertence a grupos que jamais admitirão que o PIB seja socializado. Democracia só da boca pra fora. O Socialismo incomoda bastante quem tem orgulho de classe e ama o hedonismo. Igualdade, liberdade e fraternidade só no papel, assim como são a maioria das leis burguesas.
A grande contradição dos meios de comunicação burgueses, é que ao mesmo tempo em que defendem ferrenhamente o capital, os jornais diários são um festival de barbárie que vai desde a violência urbana, tráfico de drogas, armas, prostituição até o espetáculo diário de empresários e políticos corruptos resguardados pela impunidade. Que moral tem políticos e empresários que promovem a pilhagem e a rapina da população para falar de democracia ou taxar alguém de ditador? Eles dizem que o Socialismo é uma ideologia ultrapassada, que essas pessoas não aprendem. Já chegaram a decretar o fim da historia, como se o universo tivesse congelado.
O Brasil sempre foi reduto de governos fantoches que nunca se libertaram dos resquícios coloniais e que em detrimento do próprio povo que os delega mandato, governam sempre a favor do grande capital internacional. Somos tratados como estrangeiros na própria terra que nascemos. Enquanto quem trabalha e paga impostos, clama por um mínimo de segurança, facínoras iankees vem aqui e são referendados e protegidos por todas as forças de segurança pública. As famílias camponesas brasileiras são expropriadas de suas terras e quando reagem ao saque são taxadas de bandidos. Já a grande empresa rural capitalista cria latifúndios, implanta o velho modelo exportador baseado na monocultura, devasta florestas nativas e é ovacionada e subsidiada pelo governo.

“ Os governos seja qual for matam a razão, principal instrumento de emancipação do ser humano e o reduz a imbecilidade principal condição de servidão”.(Mikail Bakunin).

A verdade é que uma corja de mal feitores que transborda de preconceito de classes e conservadorismo, jamais aceitará qualquer modelo socioeconômico alternativo que coloque o povo como prioridade. A ideologia naziliberalista apregoa que vença o melhor e que os derrotados aceitem a vitória do mais forte. Eles falam de mérito, mas toda propriedade burguesa é fruto de saques e pirataria. Vide o caso da Vale do Rio Doce, uma empresa construída as custas do suor do trabalhador brasileiro que possuía um patrimônio estimado em 90 bilhões de dólares, e fora privatizada no governo neoliberal de FHC por apenas 3,3 bilhões. As grandes empresas transnacionais financiam campanhas de governos marionetes para estes, quando assumirem o poder promoverem a política do entreguismo no seu país. Assim é fácil ostentar riqueza. Queria ver se os Estados Unidos seria capaz de manter toda sua pujança econômica sem ter que saquear povos com sua máquina mortífera de guerra ou sem promover a rapina da América Latina através do seu sistema de crédito.
Prostituição de menores, analfabetismo, milhões de pessoas vivendo na indigência e abaixo da linha de pobreza, exclusão e violência no campo e na cidade, pessoas morrendo nas portas de hospitais, desemprego em massa, medo de represália e impunidade, arrivismo, redes de TV sonegadoras de impostos que não cumprem a constituição federal, isto é o mundo capitalista real, ou capetalismo se assim preferir. Um modo de produção podre, uma ditadura disfarçada de democracia da qual a burguesia usa de todas as fragrâncias para disfarçar o mau cheiro do peixe podre que o povo já não suporta mais. Para ela é como se o mundo fosse habitado por uma meia dúzia de cidadãos que vivem com uma qualidade de vida altíssima e que podem consumir toda parafernália oferecida pelo capitalismo. Pelo contrário, milhões de pessoas caminham pela vida sem perspectiva alguma de êxito material ou intelectual. Isto é capitalismo. Quem ganha com ele? As multinacionais saqueadoras, políticos e empresários corruptos.
O velho iankee, descendente do feroz leão britânico preocupado apenas com o bem-estar social e econômico dos ricos, não mede conseqüência com seu aparato ideológico e militar para destruir e manter a “ordem” no mundo. Ele pode muito sem dúvida, mas não pode tudo, no mesmo período que financiou golpes de estado em toda a América Latina para barrar o fantasma do comunismo, debaixo das barbas do império, uma pequena nação realizou uma revolução e mesmo com toda perseguição e embargos essa pequena ilha tem dado lições ao mundo, mostrando aos céticos ignorantes e positivistas que existe saída para esse mundo corrompido.
A sessão plenária do dia 06 de agosto de 2007 foi dedicada por nossos suspeitos políticos a ataques veementes a Cuba e Fidel Castro. Claro, depois do banho que Cuba deu no Brasil no ultimo Pan-americano contrariando Rede Globo e CIA não dá pra reacionário algum ficar calado, mentir e tentar iludir o povo. Tinha filhote da ditadura elogiando Che Guevara: “Se algum dia tremeres de indignidade diante de uma injustiça seremos amigos”. Disse um sofista. Com certeza daqueles que aposta na estupidez de telespectadores desavisados.
Mais não é só no esporte que Cuba ridiculariza o Brasil. Na medicina é a mesma coisa, na educação também. Enquanto no capitalismo o curso de Medicina é reduto das classes abastardas, por lá é acessível qualquer cidadão que tenha vocação. Em Cuba o analfabetismo foi erradicado há 40 anos, aqui no Brasil sabemos como está este quadro. No Maranhão então! Mais de 5.000 anos depois da invenção da escrita, 29% da população ainda não decifra o enigma da palavra escrita por que a educação nunca é socializada. Pior, os governos fantoches daqui rezam na cartilha neoliberal privatista e fazem da educação um instrumento de exclusão e manutenção do poder. Que o diga o governador Jackson Lago que nos seus primeiros seis meses de governo deixou claro de como enxerga o fator educacional. Na educação superior brasileira quem manda é o banco mundial e o FMI não é verdade Lula? Quem vai ganhar com a reforma universitária? Aonde vai parar nossa autonomia?
Uma sociedade socialista e fraterna é possível. Se uma pequena ilha perseguida e com poucos recursos consegue vitórias em vários campos da vida social, porque um país com mais de 8,5 milhões de km² que possui uma riqueza natural gigantesca não consegue? Para tal intento é preciso libertar o povo de todas as manobras que o faz ignorante e colocar na liderança desta nação homens dignos e não quadrilhas de gatunos oportunistas.
Os saqueadores da humanidade pensaram ter enterrado o socialismo, mas ele está mais vivo do que nunca. A burguesia pode berrar, chorar, gesticular, invadir países com seus exércitos vorazes, assaltar os povos através dos seus sistemas de crédito, colocar nos seus livros e meios de comunicação todas as mentiras para cooptar corações e mentes, mesmo assim não irá conseguir deter a marcha da história. Ela pode com isso retardar, mas sucumbirá dentro de um mundo inviável dentro dos padrões projetados por ela. Nem a natureza suportou o capitalismo. E agora burgueses! Vocês vão sair por aí acusando a natureza de ditadora, guerrilheira, terrorista, comunista...? Vocês vão matá-la, como fizeram com Che Guevara, Carlos Marighela, Rosa Luxemburgo e tantos outros indivíduos que lutaram pra derrubar essa desordem instituída por vocês?
Brasileiros, não dá em hipótese alguma para aprender revolução cubana pelo fantástico da rede globo ou pela revista veja. Não dá para o pobre trabalhador adquirir consciência dos fatos por mecanismos dos mesmos homens que os exploram. É preciso fugir da alienação, recorrer a espaços alternativos de cultura e literatura. Leia o Capital, o Manifesto comunista de Karl Marx, O que Fazer? De Lênin. Reforma ou revolução de Rosa Luxemburgo. A origem da família, da propriedade privada e do estado de Engels. Leia sobre o anarquismo. Analise e compare o pensamento desses homens com o modelo de sociedade que estamos vivendo atualmente. Leia sobre o neoliberalismo defendido pela classe burguesa e veja qual pensamento está realmente mais próximo dos anseios humanos. Você é o arquiteto do seu destino não permita que instituições e revistas corruptas ditem os passos de sua vida. Elas só desejam a tua pele para ser servida num banquete de canibais burgueses.


Bibliografia

O manifesto comunista 150 anos depois: Karl Marx e Friedrich Engels / Carlo Nelson Coutinho... [et. Al.]; Daniel Aarão Reis Filho (organizador). – Rio de Janeiro: Contraponto; São Paulo: Fundação Perseu Abramo, 1998. 208p.


claudiopersan@msn.com

sexta-feira, 28 de setembro de 2007

O VALOR DAS FIGURINHAS CARIMBADAS

Com uma das figurinhas mais dez centavos compra-se uma balinha em qualquer quitanda de Imperatriz, sem as figurinhas compra-se do mesmo jeito. Esse é o verdadeiro ou nenhum valor dos políticos que atuam na cidade, sejam como prefeitos, vereadores, deputados Estaduais, Federais ou Vices-governadores. Com uma atuação medíocre nos cargos ocupados não se vê o resultado dos rios de dinheiro público pagos a esses “cidadãos” para mantê-los nos cargos. Por outro lado suas contas bancárias incham com uma velocidade de um milagre: a multiplicação do dinheiro, muitas dessas sifras de fontes duvidosas.
Com a tática escolhida por eles para conseguir o sucesso nas urnas, realmente, o acumulo de dinheiro e de favores recebidos através de doações milionárias conseguem permanecer em seus postos e a possibilidade de estarem divulgando o mesmo discurso mentiroso aos eleitores.
As negociatas em torno do pleito eleitoral esta se fechando e definindo qual dessas figurinhas será o eleito como o “salvador” ou “libertador” do povo “pobre” de Imperatriz. E cada um querendo o amem do atual governador, mas há daqueles que não dispensam o apoio seja de uma oligarquia (Sarney) ou de outra (Lagos), ou seja, ascende uma vela da Deus outra pro diabo.
O PSOL de Imperatriz sabendo de seu papel junto aos trabalhadores estará apresentando seus nomes não apenas por uma disputa de cargos, mas além disso, levar um discurso firme de oposição às alas ditas opostas: Lagos e Saneis. Em busca da aceitação popular, o partido apresentará suas propostas sem o “apocalipse” pregado por muitos nem “o jardim do Éden” prometido por outros, mais um saída com trabalho e o apoio dos trabalhadores, desempregados, homens e mulheres de bem que residem em nossa cidade.

segunda-feira, 3 de setembro de 2007

Os primeiros raios de pSOL sobre Imperatriz

Blog direcionado à matérias de conteúdo político e discursões sobre assuntos de interesse dos cidadãos e militantes do Psol-Imperatriz